segunda-feira, 3 de junho de 2013
Porque marchamos...
Eis que estamos aqui de volta. A II Marcha das Vadias de São
Luís já tem data marcada – dia 20 de julho estamos aí, e de trajeto novo - nesse ano, da praça Deodoro até o Reviver. Pra quem não sabe, a
Marcha das Vadias tem origem no episódio ocorrido entre um policial canadense e
estudantes da cidade de Toronto, após diversos casos de abuso sexual. Segundo o
policial, as estudantes “não deveriam vestir-se como vadias” para evitar
estupros – reforçando a ideia de que mulheres provocam a violência que sofrem. Mais
informações você pode ter aqui.

A notícia de hoje, veiculada no final de março, chama a
atenção pela crueldade do marido, jogando álcool na esposa e ateando fogo, e
pelo motivo – ciúme. Um ótimo texto sobre ciúme, machismo e
violência pode ser lido aqui, embora fosse possível passar uma noite inteira falando da relação entre os três.
Mulher tem corpo queimado após discussão com marido em
Imperatriz
Em Imperatriz, morreu na manhã desta sexta-feira (29)
Elielda Miranda de Almeida, a mulher que teve 70% do corpo queimado após uma
discussão com o marido, há duas semanas.
Parentes e amigos aguardaram a liberação do corpo muito
comovidos. Elielda tinha 33 anos e morreu 13 dias depois de sofrer queimaduras.
De acordo com os médicos, 50% das queimaduras foram de terceiro grau.
Elielda Miranda foi internada inicialmente na UTI do
hospital municipal e depois encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva de
um hospital particular. Durante a internação, ela ainda prestou depoimento
sobre o caso para a Polícia Civil e Ministério Público.
De acordo com as investigações, a vítima confirmou que foi o
marido, Doalcei da Silva Menezes Camargo, que jogou álcool e depois ateou fogo
na mulher. O crime aconteceu no dia 17 de março e o suspeito está preso na
Delegacia Regional de Segurança. Elielda morava com Doalcei Camargo há cerca de
um ano.
Segundo o irmão da vítima, o casal tinha brigas constantes
por ciúmes. “O comportamento dela até mudou depois do casamento com ele”, conta
Marden Miranda, irmão de Elielda.
Elielda Miranda deixa quatro filhos, sendo três crianças. A
família quer rigor nas investigações.
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